quinta-feira, 29 de março de 2012

Coruja caburé

A corujinha caburé é tão pequena quanto um pardal, sem dúvida uma das menores corujas do mundo. Esta espécie muito ativa durante o dia, caça outras aves, insetos, lagartos e pererecas. Bastante agressiva para seu tamanho chega a abater presas maiores do que seu próprio tamanho. Ao ser localizado pelas outras aves, é imediatamente cercado e “denunciado”, com pios e vôos especiais, os quais procuram afastar o caburezinho do local. Para a observação dele e das outras espécies esse é um momento especial, já que todos estão atentos à corujinha e aparecem com facilidade.Possui duas colorações de plumagem, como em outras corujas. Existe uma forma cinza, com a cauda listrada de branco e peito claro bordejado de cinza, a cor dominante de toda a plumagem. É possível encontrar exemplares marrom avermelhados, onde a cauda é da mesma cor e quase não se distingue as faixas brancas. Nos dois casos, sobrancelha branca destacada. Em especial na plumagem cinza, a nuca possui penas singulares, formando como se fossem dois olhos. Dessa maneira, o caburezinho confunde qualquer atacante, parecendo estar sempre de frente. Para as aves perseguindo-o, isso é suficiente para evitar contato direto. A plumagem avermelhada não possui essa característica ou ela é menos evidente.Canta o ano inteiro, à noite ou de dia, com maior freqüência no período reprodutivo. São vários chamados, sendo o mais comum um assobio curto, constante e repetido por vários minutos, sem descanso.Pesa cerca de 63 g. Conhecido também como caburé-do-sol e caburé-ferrugem.

Coruja suindara


ORDEM
Strigiformes
FAMÍLIA
Tytonidae
NOME POPULAR
Coruja-da-igreja, Suindara
NOME EM INGLÊS
Barn owl
NOME CIENTÍFICO
Tyto alba
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
Todo Brasil, América do Sul até Terra do fogo.
HABITAT
Grutas, meio urbano e árvores, áreas cultivadas.
HÁBITOS ALIMENTARES
Pequenos vertebrados (roedores, marsupiais, morcegos, anfíbios, répteis e pequenas aves.
REPRODUÇÃO
30 a 40 dias de incubação, 3 a 4 ovos brancos, postos no substrato ou sobre uma camada de pelotas de regurgitação desfiada. Os jovens abandonam o ninho com 9 a 12 semanas de vida.
PERÍODO DE VIDA
Em cativeiro podem viver aproximadamente 20 anos.
Poucos animais predadores se aproximaram do homem desde que este começou a se organizar em sociedades como fez a coruja-de-igreja ou Suindara (Tyto alba). Até um de seus nomes populares refere-se a uma de suas características: fazer seus ninhos no alto de construções humanas, onde pode ter paz e ficar perto do homem.
Na verdade, a suindara não quer estar perto do homem, a quem respeita e prefere fugir quando se aproxima, mas sim de outro animal que gosta do convívio com ele: o rato. Com o advento da agricultura e da estocagem de alimentos, o ser humano atraiu este animal para perto de si, e suas construções, esgotos e poluição permitiram a ele manter-se como sinantrópico (animal sinantrópico é aquele que se aproveita da convivência com o homem mas de forma indesejada).
Ainda bem que a suindara se alimenta de destes transmissores de doenças e destruidores de alimentos. E é bem equipada para isso. As corujas são um grupo de aves caçadoras que adaptou-se para a caça de presas noturnas, e assim possuem caracteres únicos.
Por exemplo, os grandes olhos das corujas são capazes de captar quantidades minúsculas de luz, enxergando até quando nós já deixamos de ver alguma coisa faz tempo. E enxergam tão bem de dia como de noite, muito longe. Porém, isso tem um preço. Ela não consegue mover os olhos. Assim, desenvolveu enorme flexibilidade no pescoço, girando até 270º e praticamente conseguindo ver o que está acontecendo atrás de si sem mover o corpo.
E ainda mais: as corujas possuem um disco facial de penas no rosto, que na suindara é em forma de coração, agindo como uma “antena parabólica” captando sons e direcionando-os para seus ouvidos, que são postos em alturas diferentes de cada lado da cabeça. Assim, mesmo que não consiga enxergar absolutamente nada, uma coruja consegue ouvir exatamente o lugar onde sua presa está escondida. Então pousa sobre ela com suas grandes garras, que se abrem de modo a atingir a maior área possível, para agarrá-la.
Para não ser ouvida enquanto ataca, as corujas tem asas com forma e penas especiais, que emitem o mínimo possível de som quando ela voa.
A suindara habita todo o mundo, exceto regiões muito frias e desérticas, e talvez seja a ave não-marinha de maior distribuição natural no planeta. E em muitos lugares, infelizmente, ainda é alvo de preconceito. Há quem atire pedras e expulse-as quando as vê. Mas quem age assim é, talvez, por que prefira um rato a passear por sua casa ao invés de apreciar esta ave elegante e bela protegendo-a.
                                                                        Suindara
 Seu nome científico é Tyto alba da ordem dos Strigiformes e da família Tytonidae. A suindara é também conhecida como coruja-de-igreja, pelo hábito de constrir o seu ninho em campanários. É uma ave de rapina noturna, que mais parece um fantasma voador, e cujo piado lúgubre já espalhou terror entre muitas pessoas. Isso fez com que ela fosse caçada impiedosamente. Mas a sua importância para o equilíbrio na natureza foi finalmente reconhecida: ela alimenta-se de roedores, sobretudo os que ameaçam as lavouras.

Além de campanários, a suindara escolhe outras construÇões para fazer seu ninho ou se abrigar. Perto dos pousos mais usados acumulam-se corras formadas de ossos, penas e pêlos que ela ingere junto com o alimento, mas que depois regurgita.
Os filhotes são recobertos por uma plumagem inteiramente branca, têm olhos escuros e, nacara, já é nítido o típico formato de coração.

Tyto alba
FAMÍLIA
Tytonidae
Caracterização
Comprimento de 37cm, envergadura de até 90cm. Estatura delgada e colorido bem claro longas penas brancas manchadas de cinza. É umna ave esbelta, comprida e disco facial em forma de coração, ao contrário de outras corujas que possuem redondo. Os seus olhos desaparecem numa fenda longitudinal de penas. Dedos são cobertos por cerdas. Peso aproximadamente de 1/2 quilo. Visão adaptada à pouca luz.
HABITAT
Prefere nidificar em sótãos de casas velhas, forros e torres de igreja, pombais e grutas; de dia dorme, às vezes em palmeiras. Atrai a atenção em paisagens cultificadas.
DISTRIBUIÇÃO
Ocorre da América do Sul até a Terra do Fogo e em todo Brasil.
HÁBITOS
Geralmente noturnos, prefere presas vivas. Se perturbadas, balançam o corpo lateralmente. Amendrontadas e sem poder fugir, jogam-se de barriga para cima, enfrentando o perigo com as poderosas garras que lançam para frente.
ALIMENTAÇÃO
Come pequenos vertebrados: roedores, marsupiais, morcegos, anfíbios, répteis e pequenas aves.
REPRODUÇÃO
Para se reproduzirem quase todo ano, necessitam de uma farta alimentação. Por ano faz 2 posturas (de 2 a 10 ovos), são ovos compridos, ovais, brancos. O período de incubação é de 30 a 40 dias, realizada predominantemente pela fêmea que é alimentada pelo macho. Consta que os pais cevam os filhotes em duas fases, como fazem vários mamíferos noturnos: (1) do crepúsculo até à meia-noite e (2) à madrugada.
Os filhotes são criados no chão, em um ninho de restos vegetais e bolinhas secasregurgitado. Os filhotes abandonam o ninho com aproximadamente 2 meses.
MANIFESTAÇÕES SONORAS
Grito fortíssimo, "chraich" ("rasga-mortalha"), que emite freqüentemente durante o vôo. Quando se assusta durante o dia ou quando quer amedrontrar , bufa fortemente podendo estalar com o bico. Um roncar, igualzinho ao roncar do homem, emitido no período de acasalamento, entoado em dueto pelo casal, a fêmea responde nos intervalos que o macho intercala; semelhante roncar é proferido amiúde pelos filhotes que se traem assim no ninho. Um sibilar rítmico, emitido no lugar de dormida diária. Desafia uma seqüência de "tic-tic-tic...", durante o vôo à noite.
PRESERVAÇÃO
Está entre as aves mais "úteis" do mundo, no que se refere à economia do homem, pois consomem muitos roedores, principalmente nas proximidades de habitações humanas.
Em lugares abrigados, como cavernas, os restos ósseos das pelotas de suindaras conservam-se por longo tempo; ocorre fossilização dessas pelotas em cavernas, o que nos proporciona o meio de saber que, há milhões de anos, as corujas comeram animais hoje extintos.

Suindara é uma ave noturna comumente conhecida como coruja. Sua vocalização é um ruído, emite um som esquisito e muito forte que se parece muito a um tecido sendo rasgado "raaaaaasssssg", daí que em muitas regiões a conhecem também como &qu
A ECOloja® está iniciando uma coleção de postais chamada Série Mensageiros com as fotos do fotógrafo e biólogo Vinícius Fonseca. Como o primeiro “mensageiro” apresentamos a Suindara, símbolo da sabedoria e que muito pode nos ensinar.
As corujas estão colocadas na ordem dos Strigiformes, rapinantes noturnos que chamam a atenção por causa da cabeça grande, aparentemente maior por causa da plumagem, grandes olhos fixos, posicionados para diante, à maneira do ser humano (ao contrário dos outros pássaros que têm os olhos dos lados da cabeça), ouvidos desenvolvidos que são mais aguçados que os das outras aves e plumagem macia, de penas fofas e soltas.
As Strigiformes estão divididas em duas famílias e aproximadamente 130 espécies. Destas, 18 existem no Brasil. Estão espalhadas pelo mundo todo: há a coruja das neves, branca, que vive no Pólo Norte, e a coruja das Filipinas, que é pescadora. Entre nós, uma das mais populares é a Suindara, também chamada de Coruja das igrejas, pois gosta de nidificar nas torres de igreja ou em casas abandonadas. Mede cerca de 37cm.
É uma ave esbelta, de penas amareladas, cara branca e face (disco fácil) em forma de coração, ao contrário das outras corujas que é redondo. Os olhos também diferem de outras corujas, parecem olhos orientais, duas fendas que desaparecem nas penas.
A Suindara é ativa no crepúsculo e à noite, escondendo-se durante o dia. O vôo caracteriza-se por uma série de vagarosas batidas das longas asas, alternadas com breves períodos parados no ar.
São caçadoras noturnas por excelência, costumam se esconder muito bem durante o dia, valendo-se da camuflagem que lhes proporcionam suas penas mescladas, de vários tons de marrom, cinza, branco e preto, em meio aos galhos e troncos de árvores.
Alimentam-se de pequenos vertebrados e insetos grandes. Devido à preferência por roedores, que chegam a localizar na escuridão total, a Suindara é considerada como um dos controladores das populações de ratos. Para caçar, voa baixo, localiza a presa e lança-se sobre ela prendendo-a com as garras, quebrando-lhe o crânio com o auxílio do bico.
A presa pequena é devorada inteira e, a grande, desmembrada. Os restos são digeridos (ossos, penas, pêlos, etc.), sendo regurgitados sob a forma de pelotas.
A dieta dos filhotes é baseada em ratos.



Corujão (jacurutu) (Bubo virginianos)


O corujão-da-virgínia ou corujão-orelhudo (Bubo virginianus) é uma espécie de ave estrigiforme pertencente à família Strigidae. Também é conhecido pelos nomes de mocho-orelhudo ou jucurutu.
Com 52 cm e peso superior a 1 kg, é a maior coruja do continente americano. É também a única espécie de seu gênero (Bubo) que vive nas Américas. Ocorre da América do Norte à Terra do Fogo. No Brasil, aparece na Amazônia, Centro-oeste, Nordeste e Leste.
                                                                                 FOTO DA CORUJA



Aves de Rapina

A coruja-buraqueira[1] (Athene cunicularia, anteriormente Speotyto cunicularia), também chamada caburé-do-campo[2][3], coruja-do-campo[4][5], coruja-mineira[6], corujinha-buraqueira[7][8], corujinha-do-buraco[9][10], guedé[11][12], urucuera[13], urucureia[14] e urucuriá[15], recebe o nome de "buraqueira" por viver em buracos cavados no solo. Embora seja capaz de cavar seu próprio buraco, prefere os buracos abandonados de outros animais. É uma coruja terrícola e de hábitos diurnos, embora tenda a evitar o calor do meio-dia. Ocorre do Canadá à Terra do Fogo, bem como em quase todo o Brasil, mas com a exceção da Amazônia. Tais aves chegam a medir até 27 centímetros de comprimento. Vivem, no mínimo, nove anos em habitat selvagem e dez em cativeiro. Coloca geralmente de seis a doze ovos. Costumam viver em campos, pastos, restingas, desertos, planícies, praias e aeroportos. Os predadores documentados dessa coruja incluem texugos, serpentes e doninhas.
                                                                         Etimologia
 Cunicularia vem do latim cuniculator, "mineiro"[16]. "Caburé" vem do tupi kabu'ré[17]. "Urucuera", "urucureia" e "urucuriá" vêm do termo guarani para "coruja", urukure'a.
                                                                   Buraqueira imatura.
                                                                       Características

A coruja-buraqueira é pequena. Quando adulta, chega a medir de 23 centímetros a 27 centímetros e a pesar entre 170 e 214 gramas. Tem uma envergadura entre 53 e 61 centímetros. Tem a cabeça redonda, seus olhos são amarelos brilhantes, seu bico é acinzentado, as asas são, geralmente, marrons com várias manchas amarelas. Algumas de suas características, como cor dos olhos, bico e a altura, variam de acordo com a subespécie. Seus pés são longos e cinzentos, apropriados para andar geralmente marchando.Possui uma cauda curta. Sua visão e seus voos suaves são adaptados para caça. Enxergam cem vezes mais que o ser humano e também tem uma ótima audição. Para observar alguma coisa ao seu lado, gira o pescoço em um ângulo de até 270 graus, aumentando assim o seu campo visual.
Ela tem que virar a pescoço, pois seus grandes olhos estão dispostos lado a lado num mesmo plano. Essa disposição frontal proporciona à coruja uma visão binocular (enxerga um objeto com ambos os olhos e ao mesmo tempo). Isso significa que a coruja pode ver objetos em três dimensões, ou seja, com altura, largura e profundidade. Os olhos da coruja-buraqueira são bem grandes (em algumas subespécies de corujas, são até maiores que o próprio cérebro), a fim de melhorar sua eficiência em condições de baixa luminosidade, captando e processando melhor a luz disponível. Além de sua privilegiada visão, a buraqueira possui uma ótima audição, conseguindo localizar sua presa com apenas este sentido.
                                                                   Buraqueira adulta
 Não possuem topetes na orelha, têm um disco facial aplainado. Sua sobrancelha é branca, possui um remendo branco no queixo, que se assemelha a uma boca grande desenhada. As corujas adultas possuem um tom de cor forte, têm o peito e a barriga com coloração parda, traços cor de terra, variações de marrom, que lembram manchas e barras. As corujas jovens são similares na aparência, mas são gorduchinhas, desengonçadas, com as penas descabeladas e coloração leve. Seu peito é totalmente branco, sem as variações marrons, possuem uma barra amarela passando por toda asa superior. Os machos e as fêmeas são similares no tamanho e na aparência, entretanto os machos adultos são ligeiramente maiores e as fêmeas, normalmente, mais escuras que o macho. O maior inimigo da coruja buraqueira é o homem, visto que, por ser uma ave de rapina, essa espécie quase não tem predadores naturais. Entretanto, o danoso trânsito de carros sobre a vegetação da praia é o principal fator da destruição da coruja-buraqueira, juntamente com outras espécies da fauna da praia que compõem a cadeia alimentar. Pois, ao passarem sobre a boca dos ninhos, esses veículos soterram o túnel, matando mãe e filhotes asfixiados debaixo da camada de areia em que se encontram.
                                                                       Comportamento
                                                                Em um de seus típicos passeios

A coruja-buraqueira possui um comportamento peculiar, além dos próprios feitos pelas corujas, por ser vista durante o dia e ficar pousada, ereta, em locais expostos ou no solo, em postes, troncos, muros, em cimas de cactos etc. Tem o hábito de ficar sobre uma perna, o que não é copiado por outras corujas. Utiliza um buraco não somente para assentamento, mas para descansar, esconder-se, como um refúgio durante o dia e construir ninhos, normalmente ocupados por um casal. É uma coruja tímida, mas é ligeiramente tolerante à presença humana. Cava seus próprios buracos com a ajuda dos pés e do bico, ficando até mesmo toda suja na construção da toca, mas ela prefere os buracos já feitos, abandonados por outros animais como os tatus, cachorros-da-pradaria, texugos ou esquilos de chão. Na chegada da primavera, a buraqueira macho escolhe ou escava um buraco, normalmente em regiões de capim baixo, onde prenda com facilidade insetos e pequenos roedores no solo.
O casal se reveza, alargando o buraco, cavando uma galeria horizontal usando os pés e o bico e, por fim, forrando a cavidade do ninho com capim seco. As corujas foram observadas em colônias, havendo uma área pequena de buraco para buraco. Tais agrupamentos podem ser uma resposta a uma abundância de buracos e alimento ou uma adaptação para a defesa mútua. Os membros da colônia podem alertar-se à aproximação dos predadores e juntar-se e fugir.
Essas corujas têm o costume de coletar uma larga variedade de materiais para revestir seu ninho. O material mais comum é o estrume, que é colocado dentro da câmara do ninho e em volta da entrada. Acreditava-se que a coruja fazia isso para encobrir o cheiro dos ovos e dos filhotes, a fim de protegê-los de predadores, como os texugos-americanos. No entanto, foi descoberta uma utilização mais nutritiva e criativa. As tocas com estrume contêm dez vezes mais besouro-do-estrume do que as das corujas que não usam estrume. Isso ocorre porque os besouros, cuja própria atividade nidificadora consiste em achar estrume para depositar seus ovos, acabam sendo atraídos pelas buraqueiras. Assim, o estrume proporciona alimento fácil para as fêmeas incubadoras e, é claro, também para os próprios machos, que passam a maior parte do tempo protegendo os buracos dos ninhos e por isso não têm oportunidade de caçar. Esse esterco também serve para ajuda a controlar o micro clima dentro da cova, não o deixando quente demais.
A qualquer sinal de perigo, a coruja buraqueira emitem um som alto, forte e estridente. Esse alarme é dado durante o dia, chamando a atenção para a coruja. Os filhotes, ao escutarem o alerta, entram no ninho, enquanto os adultos voam para pousos expostos e atacam decididamente qualquer fonte de perigo para os filhos. Eles também fazem outros sons que são descritos como pancadas e gritos, que é parecido com "piá, piar, piaaar". Quando as buraqueiras emitem esses sons, normalmente estão movimentando a cabeça, para baixo e para cima. Os filhotes também emitem sons: quando perturbados, produzem um som que lembra o de uma cascavel, espantando assim os predadores.
                                                                         Dieta e Caça
A dieta é altamente variável, mudando de hábito com a posição e a época do ano e a disponibilidade do habitat; incluem pequenos mamíferos como os ratos, pequenos pássaros, rãs, insetos, répteis de pequeno porte, peixes e escorpiões. Mas as corujas comem principalmente insetos grandes como o gafanhoto. Ao contrário de outras corujas, também comem frutas e sementes. Por alimentar-se de insetos e pequenos roedores como os ratos, é muito útil ao homem, beneficiando-o na agricultura e sendo importante controladora da densidade populacional de roedores. A maioria de sua caça é crepuscular. Caça insetos na luz do dia e mamíferos pequenos na noite. Caça em voo e, às vezes, persegue sua presa a pé. Mas caçará durante todo um período de vinte e quatro horas, especialmente quando tiver filhotes para alimentar. Essas corujas são muito versáteis nas maneiras que capturam a presa, usando estratégias diferentes conforme a presa. A estratégia mais comum é caçar insetos andando, pulando ou com voos curtos a partir do chão. Usa seus pés para capturar insetos grandes no ar, próximo à toca. Para caçar presas maiores, fica empoleirada em cercas ou em grandes cupinzeiros e mergulha sobre a vítima. e pode ferir muito uma pessoa com seus bicos pontudos.
                                                           Buraqueira na frente de um ninho
                                                                       Reprodução
A estação de reprodução começa em março ou em abril. As corujas-buraqueiras são, normalmente, monógamas, mas ocasionalmente um macho terá duas companheiras. O ninho favorito da buraqueira são aqueles que estão em locais relativamente arenosos, com vegetação baixa. Elas também procriam em gramado aberto ou pradaria. Podem adaptar-se ocasionalmente a outras áreas abertas como aeroportos, campos de golfe e campos agrícolas. As covas onde as corujas se aninham são subterrâneas e longas, podendo ter sido criadas por outros animais. Se as covas estão indisponíveis e a terra não é dura ou rochosa, as corujas escavam o próprio buraco. De 1,5 a três metros de profundidade e de trinta a noventa centímetros de largura sob a terra, onde põe de seis a doze ovos brancos redondos. Nessa época, os pais tornam-se agressivos, investindo contra qualquer animal que se aproxima da toca, seja ele um cachorro, gato ou até mesmo um homem. Elas também aninham em estruturas rasas, subterrâneas e artificiais que têm acesso fácil à superfície.
                                            Casal de buraqueira passeando com seus filhotes
   A fêmea botará um ovo a cada um ou dois dias até que ela complete uma postura que pode consistir em entre seis e quinze ovos (normalmente nove). Ela incubará os ovos então durante 28 a 30 dias enquanto o macho traz a comida dela. Enquanto a maioria dos ovos chocará, só dois a seis filhotes normalmente sobrevivem para deixar o ninho. Depois que os ovos chocarem, ambos os pais alimentarão os filhotes, de dois a seis, que são criados nas tocas. Quatro semanas depois de chocar, os filhotes podem ser vistos empoleirando a entrada da cova, esperando os pais que trarão a comida. Aos 44 dias, saem do ninho e podem também fazer voos curtos e começar a deixar a cova do ninho. Com sessenta dias, estão caçando pequenos insetos que são atraídos ao redor do ninho pelo estrume acumulado. Os pais ainda ajudarão alimentando os pintinhos durante um a três meses.
Taxas de fidelidade parecem variar entre populações. Em alguns locais, corujas frequentemente usam o mesmo ninho por vários anos seguidos. Corujas do norte migratórias são menos prováveis a voltar na mesma cova todos os anos. Também, como com muitos outros pássaros, as corujas femininas são mais prováveis a dispersar para um local diferent
                                                      FOTO DAS CORUJAS-BURAQUEIRAS